Acabei de assistir Hamlet 2 no DVD. É de rir alto, sozinha - que foi o que aconteceu.
Na locadora, o filme é encontrado sob o sugestivo título Perdendo a Noção. Acho que Um Cara Muito Louco já tinha sido usado três ou quatro vezes nos ultimos cinco anos.
É a história de um ator fracassado, fracassadíssimo, que dá aulas de teatro numa escola no interior do Arizona. De repente, sua classe fica lotada de latinos e ele acha que pode ser uma inspiração na vida deles, como se ele fosse o professor d'A Sociedade dos Poetas Mortos, ou Ao Mestre com Carinho. Então ele resolve montar uma continuação de Hamlet, onde Jesus chega numa máquina do tempo e encontra o príncipe da Dinamarca, convencendo-o a voltar atrás e impedir que todos os seus amigos morram no final.
Ehehehe. Já comecei a rir de novo. É muito engraçado.
Sophie Calle transformou uma ruptura amorosa numa instalação. A carta através da qual seu namorado se despedia dela foi lida, analisada e respondida por mais de 100 mulheres diferentes. Uma maneira radical de ver as coisas sob outro angulo, eu diria.
A instalação Cuide Bem de Você (Prenez Soin de Vous) será inaugurada dia 10, no SESC-SP, e é claro que já é campeã de audiência, mesmo sem ter aberto. Eu mesma estarei lá, curiosíssima para ver esta alquimia de dor transformada em... em arte? em outra dor? em videoinstalação.
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Há Tanto Tempo Que Te Amo (Il y a Longtemps Que Je T'Aime) é uma lindeza de filme. Cinema bem feito, bem escrito, atores bons, ritmo impecável. É triste, sim. Mas é lindo.
Kristin Scott Thomas é uma atriz magnífica. Vou ver o filme de novo, só para olhá-la trabalhando. ...
Fui ver Apenas o Fim e saí antes do fim. O começo e o meio estavam chaatos. ...
O frio nunca mais vai passar.
... Li O Clube do Filme. Nossa, podia ser bem melhor, não? Já esqueci tudo. Que oportunidade de contar uma história boa este cara perdeu. I mean, a história é boa, mas como ele podia ter ido mais fundo. Ou escrito um livro sobre filmes e deixar esta chatice de filho rebelde para lá.
Passo tanto tempo no camarim que comecei a levar a caixa de lápis de cor pro teatro. O caderno foi presente do Marcel, no início do ano. Pronto. Uma onça.
All of Jazz lotadinho. Cheio de gente querida. Cantamos nossas canções de amor percebendo a batida dos corações e a respiração suspensa entre as pausas.
Obrigada aos amigos que compartilharam conosco esta noite preciosa.
Músicas de Michel Legrand - Burt Bacharach - Cole Porter - Kate Bush - Kurt Weill - Fito Paez - Dorival Caymmi - Tom Jobim - João Donato - Joe Cocker - Quincy Jones - Camille - e mais!
Quem estiver por perto, quem quiser chegar, venha...
E não, nós NÃO sabemos se vamos repetir, se vai estender temporada, etc. It's one night only.
Só porque hoje eu resolvi abrir meu baú de cantoras favoritas.
E a Ella é a minha cantora favorita. De todas. Ever. Pronto.
Inclusive - inclusive - porque ela é espirituosa e alegre. Vê lá se isto é defeito?! Tem crítico de jazz que devia só pastar o seu boldo, quietinho. Pior é quem lê, repete e perpetua esta bobagem.
Quarta feira passada fui ver a Dianne Reeves no Via Funchal.
A Dianne Reeves já era a minha cantora - viva - favorita, antes de eu ter esta oportunidade de assistí-la em carne e osso, com banda - e na fila do gargarejo, devo acrescentar.
Agora não tem mais o que dizer. A mulher não é só uma cantora excepcional: é uma sacerdotisa, uma divindade, uma sei-lá-o-quê que transborda música e beleza e amor e transforma até aquele ambiente esquisito do via funchal num lugar aquecido, feito de pessoas amigas, batendo os pés juntas, baixinho, no ritmo, enquanto a nêga-deusa canta a cappella.
No mais, um suíngue abusivo, a voz que engole a banda toda (quando ela quer), um scat originalíssimo e de bom gosto - o estilo africano que ela consagrou, misturado ao scat tradicional - usado na medida.
Pontos altíssimos: as duas canções brasileiras - Triste/Solitude (com um scat memorável, arrematado com "Estamos Aí") e Amor em Paz/Once I Loved (arranjo magnífico de Romero Lubambo, que provou que ainda dá para fazer coisas novas com o violão da bossa nova); One for My Baby, One For The Road, que virou um blues roots, totalmente descolado da interpretação do Sinatra, e no final descambou para um negro spiritual; That's All, a canção mais suingada e com o scat mais furioso, feita numa leveza incrível; Testify (não tenho certeza se é este o nome), uma maravilha de transe musical, que fez a platéia inteira cantar junto.
Então é assim: ouça as gravações, veja os vídeos no you tube. Não perca a Dianne de vista. Se puder, se ela estiver passando pela sua cidade, agarre a chance de ter esta experiência de transbordamento e êxtase.*
Este vídeo que postei tem uns vinte anos. Dianne flertava com o afro-jazz e, ainda no estilo "swing" clássico, interpreta How High the Moon. Só o corte de cabelo está tooGrace Jones. Ahaha.
*Não exagero. Se eu estava rindo e chorando, como é típico, um senhor na minha frente abraçava e beijava sem parar a filha e a esposa.